As 10 florestas mais ameaçadas

A ONU fez de 2011 o Ano Internacional das Florestas para poder alertar o mundo todo sobre a necessidade de conservá-las. A ONG Conservação Internacional aproveitou e divulgou uma lista com as florestas mais ameaçadas de extinção no mundo.
A ONG levou em consideração só áreas que tenham riqueza biológica extrema, índice elevado de espécies únicas de animais ou plantas. Além da degradação e alta possibilidade de desaparecer. Esses locais são chamados de “Hotspots” e a CI diz que eles já perderam cerca de 90% da sua cobertura original, cada uma.

A lista:

O Brasil, infelizmente, está no Top 5 por conta da Mata Atlântica, que abriga cerca de 20 mil espécies de plantas e ocupa só 8% do que sua cobertura original já foi.

“As florestas estão sendo destruídas a uma taxa alarmante para dar lugar a pastagens, plantações, mineração e expansão de áreas urbanas. Com isso, estamos destruindo nossa própria capacidade de sobreviver,” diz Olivier Langrand, diretor de política internacional da CI.

A ONG faz questão de lembrar que as florestas são essenciais para fornecimento de água e também tem contribuição direta para a estabilização do clima. Eles dizem que os dez hotspots florestais mais ameaçados armazenam mais de 25 gigtatons de carbono. E o desmatamento, por outro lado, representa aproximadamente 15% das emissões totais de gases do efeito estufa.

O alerta também foi dirigido aos governos, para fazê-los repensarem seus programas de proteção e preservação. Lagrand completa “Florestas saudáveis nos oferecem os melhores meios econômicos para enfrentar os diversos desafios ambientais da mudança climática e a crescente demanda por produtos florestais”.

Fonte: eco4planet
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Plantando o Futuro

A Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de 30% das espécies de fauna e flora. Exerce um papel fundamental no equilíbrio climático global, influencia, diretamente, o regime de chuvas do Brasil e da América Latina e sua imensa cobertura vegetal armazena entre 80 a 120 bilhões de toneladas de carbono.

O ritmo da destruição segue de acordo com a grandiosidade da Amazônia. Entre 1550 e 1970, o desmatamento da Amazônia representava 1%. Hoje, 40 anos depois, os números saltam para 17%, o que equivale a uma área igual a dos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Apesar de alguns passos dados pelo governo e pela fiscalização, a busca pelo “desenvolvimento” faz a Amazônia enfrentar um acelerado processo de degradação com a extração de madeira e a produção de gado e soja.  Hoje, o desmatamento é o grande problema ambiental do Brasil, que é considerado o 4° maior poluidor do mundo. Cada árvore que cai, leva uma parte do carbono armazenado à atmosfera, contribuindo com o aumento do aquecimento global.

O reflorestamento é uma das medidas que combate os males causados pelo desmatamento, visto que promove o sequestro de CO2 da atmosfera, diminuindo, assim, a concentração deste gás e desempenhando um importante papel no combate à intensificação do efeito estufa. A remoção do gás carbônico da atmosfera é realizada graças à fotossíntese, que permite a fixação do carbono na biomassa da vegetação e nos solos.

Segundo a ONU, seria necessário o plantio de 38,9 árvores por habitante, ao ano, para diminuir os males causados. Nós devemos assumir o nosso papel e contribuir para termos um planeta saudável. Podemos dar a nossa contribuição de diversas formas, como, por exemplo, plantar árvores ou apoiar institutos como o Ecoar, que realiza projetos em prol do meio ambiente, e estar atento às práticas das empresas que nos fornecem produtos derivados da madeira, verificando se as mesmas possuem certificação ambiental e se realizam técnicas de reflorestamento para recompor o que foi extraído.

As atitudes conscientes de hoje vão garantir um amanhã mais verde e limpo para nós e para as nossas futuras gerações. Então, não seja negligente, mude e contribua com o planeta que já tanto fez por nós!

Instituto Ecoar para a Cidadania