Para conhecer um pouco mais do ECOAR

Dois vídeos que podem ajudar a conhecer um pouco mais sobre o trabalho que o Ecoar desenvolve:

Um mais antigo, de outubro de 2009, mostra uma entrevista com Miriam Duailibi, feita pela repórter Giovana Batistella no quadro “Espaço Perfil” do programa Sentidos, produzido pelo núcleo de TV da Avape, em parceria com o Canal Net Cidade, da operadora de TV a cabo NET.
Miriam fala sobre a fundação do Ecoar, sobre os trabalhos desenvolvidos pelo Instituto, explica o que é sequestro de carbono e diz quais atitudes devemos tomar para adotarmos um modelo de desenvolvimento sustentável e fazer com que a temperatura no planeta se estabilize.

O segundo vídeo é mais recente, de junho de 2011. Exibido no programa Seu Jornal da TVT, o vídeo mostra um pouco do trabalho desenvolvido pelo Ecoar com os catadores da Cooperativa de Reciclagem Chico Mendes. Além da capacitação socioambiental, temas como “união, autonomia e democracia” são abordados no curso. Interessante notar, neste vídeo, durante a entrevista com a catadora Celiane (2:31), os números que aparecem no quadro fixado na parede, informando sobre a quantidade de toneladas recicladas, ano a ano.
Logo em seguida, Miriam é entrevistada e fala sobre os cursos e trabalhos desenvolvidos pelo Ecoar em São Paulo, no Brasil e no exterior (mais de 70 projetos sobre questões socioambientais, climáticas e biodiversidade) e da necessidade de se adotarem políticas públicas de educação e campanhas de massa para orientação sobre o que é reciclagem e como reciclar.

TVT: Você acha que nós estamos ainda a tempo de salvar este nosso querido planeta?

Miriam: Olha, eu espero que sim. Pelo menos, eu vivo acreditando nisso. Isso é o que motiva a gente. É saber que a gente pode fazer alguma coisa e que a gente faz a nossa parte. Embora, nos últimos anos, a situação tenha se agravado muito. Com o aquecimento global e as mudanças climáticas, nós vivemos hoje, pela primeira vez na história da humanidade, nós estamos vivendo uma era de extrema dificuldade com um desafio que eu acho que é o maior que a humanidade já enfrentou. Não tem desafio maior, nós nunca enfrentamos nada tão grave como o (desafio) de vencer esse fio da navalha, ultrapassar esse fio da navalha na qual estamos vivendo, mudando profundamente as nossas práticas e os nossos hábitos para que dê tempo da gente manter a nossa continuidade, de nós podermos continuar a caminhada enquanto espécie, neste planeta, com qualidade de vida.

“As demais espécies produzem resíduos. Mas, na natureza, os resíduos de uma espécie servem de alimento para outras. Nós somos a única espécie que produz lixo. Produzimos coisas que não servem para nada.”

Miriam Duailibi

Nota: A Cooperativa de Reciclagem Chico Mendes está localizada na Rua Cinira Polômio, n.º 369, Bairro Promorar Rio Claro/São Rafael, na Cidade de São Paulo.

Um desenvolvimento insustentável

“Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver.” (Mahatma Gandhi)

A busca pelo “desenvolvimento” faz o planeta enfrentar um acelerado processo de degradação, desmatamento, queima, poluição e um consumo desenfreado dos recursos naturais. Mas até quando a Terra vai suportar?

Na tentativa de harmonizar o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental, criou-se a definição de desenvolvimento sustentável. Mas o que é isso de fato? É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer as necessidades das futuras gerações.

Nos últimos anos, empresas, governos, ONGs, associações e sindicatos ampliaram a discussão sobre o assunto. Porém, levantar a bandeira ambiental não faz das empresas defensoras incondicionais do meio ambiente. Claro que por trás dessa “preocupação” ambiental há a pressão da opinião pública, cada vez mais esclarecida e atuante. Portanto, não podemos ser ingênuos a ponto de acreditar que discursos, promessas e intenções façam acontecer um novo modelo de valores e princípios sustentáveis. É necessário estarmos atentos a esses discursos, bem como às verdadeiras intenções dos que pregam pela responsabilidade social e ambiental.

Não basta só exigir maior responsabilidade e preocupação. Devemos parar de achar que a mudança começa pelo outro! Todos devem fazer a sua parte, pois a Terra não é um galpão infinito de recursos nem uma grande lixeira capaz de absorver nossas sobras. Logo, não basta exigir mudanças de comportamento de empresas e governos. Precisamos ser capazes de olhar a nós mesmos. O que estamos construindo para nossas futuras gerações? Será que o planeta Terra resistirá?

Esse novo modelo de desenvolvimento começa em cada um de nós: adoção de novos hábitos, comportamentos, atitudes e valores.

Para cada ação, existe uma reação, e na natureza não é diferente!

Instituto Ecoar para a Cidadania