Xingu Vivo » CONVOCATÓRIA – 8/02 GRANDE ATO EM BRASÍLIA CONTRA BELO MONTE

Xingu Vivo » CONVOCATÓRIA – 8/02 GRANDE ATO EM BRASÍLIA CONTRA BELO MONTE.

Grande ato em Brasília contra Belo Monte

Contra as mega-hidrelétricas na Amazônia!
Mais de meio milhão de pessoas já assinaram as petições contra Belo Monte, que serão entregues no Palácio do Planalto!

Na terça-feira, dia 8 de fevereiro, centenas de indígenas, ribeirinhos, ameaçados e atingidos por barragens, lideranças e movimentos sociais da Bacia do Xingu e de outros rios amazônicos estarão em Brasília para protestar contra o Complexo Belo Monte e outras mega-hidrelétricas destrutivas na região. Também irão exigir do governo que rediscuta a política energética brasileira, abrindo um espaço democrático para a participação da sociedade civil nos processos de tomada de decisão.

Convocamos todos os nossos parceiros e amigos, e todos aqueles que se sensibilizam com a luta dos povos do Xingu, a se juntar a nós, porque, mais que o nosso rio, está em jogo o destino da Amazônia.

A concentração para o ato ocorrerá às 9hs, no gramado em frente à entrada do Congresso Nacional. Após o protesto, uma delegação de lideranças entregará à Presidência da República uma agenda de reivindicações e as petições contra Belo Monte.

Participe, e ajude a convocar!

Movimento Xingu Vivo para Sempre – MXVPS
Conselho Indigenista Missionário – Cimi
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB
Instituto Socioambiental – ISA
AVAAZ

 

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Vamos defender a Amazônia!

Recebi, anteontem, um e-mail da Avaaz pedindo para que eu assinasse uma petição. Devido à importância do assunto, resolvi transcrever o e-mail na íntegra, para que todos tenham conhecimento do que está acontecendo. No final da mensagem, foram disponibilizados vários links de matérias e reportagens com a opinião de especialistas e estudos que foram divulgados nos meios de comunicação e um vídeo bem didático e esclarecedor . É bom conferir!

“O Presidente do IBAMA se demitiu, na quarta-feira passada, devido à pressão para autorizar a licença ambiental de um projeto que especialistas consideram um completo desastre ecológico: o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.

A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais, para começar as obras em poucas semanas.

Abelardo Bayma Azevedo que renunciou à Presidência do IBAMA – não é a primeira renúncia causada pela pressão para construir Belo Monte. Seu antecessor, Roberto Messias, também renunciou pelo mesmo motivo ano passado, e a própria Marina Silva também renunciou ao Ministério do Meio Ambiente por desafiar Belo Monte.

A Eletronorte, empresa que mais irá lucrar com Belo Monte, está demandando que o IBAMA libere a licença ambiental para começar as obras mesmo com o projeto apresentando graves irregularidades. Porém, em uma democracia, os interesses financeiros não podem passar por cima das proteções ambientais legais – ao menos, não sem comprarem uma briga.

A hidrelétrica iria inundar 64.000 hectares da floresta, impactar centenas de quilômetros do Rio Xingu e expulsar mais de 40.000 pessoas, incluindo comunidades indígenas de várias etnias que dependem do Xingu para sua sobrevivência. O projeto de R$30 bilhões é tão economicamente arriscado que o governo precisou usar fundos de pensão e financiamento público para pagar a maior parte do investimento. Apesar de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, ela seria a menos produtiva, gerando apenas 10% da sua capacidade no período da seca, de julho a outubro.

Os defensores da barragem justificam o projeto dizendo que ele irá suprir as demandas de energia do Brasil. Porém, uma fonte de energia muito maior, mais ecológica e barata está disponível: a eficiência energética. Um estudo do WWF demonstra que somente a eficiência poderia economizar o equivalente a 14 Belo Montes, até 2020. Todos se beneficiariam de um planejamento genuinamente verde, ao invés de poucas empresas e empreiteiras. Porém, são as empreiteiras que contratam lobistas e tem força política – a não ser claro, que um número suficiente de nós, da sociedade, nos dispormos a erguer nossas vozes e nos mobilizar.

A construção de Belo Monte pode começar ainda em fevereiro. O Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, diz que a próxima licença será aprovada em breve. Portanto, temos pouco tempo para parar Belo Monte antes que as escavadeiras comecem a trabalhar. Vamos desafiar a Dilma no seu primeiro mês na presidência, com um chamado ensurdecedor para ela fazer a coisa certa: parar Belo Monte.

A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença ou, se nós nos manifestarmos, urgentemente, poderá marcar uma virada nesta história. Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte – ela será entregue em Brasília, vamos conseguir 300.000 assinaturas.

Acreditamos em um Brasil do futuro, que trará progresso nas negociações climáticas e que irá unir países do norte e do sul, se tornando um mediador de bom senso e esperança na política global. Agora, esta esperança será depositada na Presidente Dilma. Vamos desafiá-la a rejeitar Belo Monte e buscar um caminho melhor. Nós a convidamos a honrar esta oportunidade, criando um futuro para todos nós, desde as tribos do Xingu às crianças dos centros urbanos, do qual todos nós poderemos ter orgulho.

Com esperança

Ben, Graziela, Alice, Ricken, Rewan e toda a equipe da Avaaz”

 

Fontes:
RevistaÉpoca: Belo Monte derruba presidente do IBAMA.
Globo: Belo Monte será hidrelétrica menos produtiva e mais cara, dizem técnicos.
Estadão: Uma discussão para nos iluminar.
O Globo: Questão de tempo.
Diário de Pernambuco: Dilma: desenvolvimento com preservação do meio ambiente é “missão sagrada”.
O Globo: Em nota, 56 entidades chamam concessão de Belo Monte de ‘sentença de morte do Xingu’.
Estadão: Marina Silva considera ‘graves’ as pressões sobre o IBAMA.
WWF: Segurança energética, alternativas e visão do WWF-Brasil.

 

Tá esperando o quê? Assine a petição e depois divulgue para todos os seus contatos:

https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

 
A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 5,6 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. (“Avaaz” significa “voz” e “canção” em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a sua equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas.
 

Plantando o Futuro

A Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de 30% das espécies de fauna e flora. Exerce um papel fundamental no equilíbrio climático global, influencia, diretamente, o regime de chuvas do Brasil e da América Latina e sua imensa cobertura vegetal armazena entre 80 a 120 bilhões de toneladas de carbono.

O ritmo da destruição segue de acordo com a grandiosidade da Amazônia. Entre 1550 e 1970, o desmatamento da Amazônia representava 1%. Hoje, 40 anos depois, os números saltam para 17%, o que equivale a uma área igual a dos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Apesar de alguns passos dados pelo governo e pela fiscalização, a busca pelo “desenvolvimento” faz a Amazônia enfrentar um acelerado processo de degradação com a extração de madeira e a produção de gado e soja.  Hoje, o desmatamento é o grande problema ambiental do Brasil, que é considerado o 4° maior poluidor do mundo. Cada árvore que cai, leva uma parte do carbono armazenado à atmosfera, contribuindo com o aumento do aquecimento global.

O reflorestamento é uma das medidas que combate os males causados pelo desmatamento, visto que promove o sequestro de CO2 da atmosfera, diminuindo, assim, a concentração deste gás e desempenhando um importante papel no combate à intensificação do efeito estufa. A remoção do gás carbônico da atmosfera é realizada graças à fotossíntese, que permite a fixação do carbono na biomassa da vegetação e nos solos.

Segundo a ONU, seria necessário o plantio de 38,9 árvores por habitante, ao ano, para diminuir os males causados. Nós devemos assumir o nosso papel e contribuir para termos um planeta saudável. Podemos dar a nossa contribuição de diversas formas, como, por exemplo, plantar árvores ou apoiar institutos como o Ecoar, que realiza projetos em prol do meio ambiente, e estar atento às práticas das empresas que nos fornecem produtos derivados da madeira, verificando se as mesmas possuem certificação ambiental e se realizam técnicas de reflorestamento para recompor o que foi extraído.

As atitudes conscientes de hoje vão garantir um amanhã mais verde e limpo para nós e para as nossas futuras gerações. Então, não seja negligente, mude e contribua com o planeta que já tanto fez por nós!

Instituto Ecoar para a Cidadania