O aterro mais lindo que eu já vi

Depois de um dia na cooperativa de reciclagem Chico Mendes, em São Mateus, fomos para o Aterro Sanitário São João. Eu estava simplesmente encantada. Na minha vida inteira tenho jogado fora os resíduos, sem saber como as cidades dispõem de nossos milhões de toneladas de lixo.

Aterrosem São Paulosão complexamente projetados. Fizemos um passeio no aterro São João, e também ouvimos uma palestra dada por um Técnico Ambiental da Eco Urbis esta semana na Chico Mendes. Cada novo aterro tem um sistema de camadas que são projetados de modo que a camada inferior fica protegida por um tipo de plástico grosso que cobre a terra, o Polietileno de Alta Densidade (PEAD), que impermeabiliza o solo, fazendo com que o chorume que escorre de cada camada de lixo, não contamine o lençol freático. O Lixo é adicionado em cima do PEAD e é comprimido por tratores. Em cima do lixo é colocado cascalho e terra. Em seguida a grama é plantada como uma cobertura para cada camada de aterro. Além da estética, a camada superior de grama ajuda a prevenir deslizamentos de terra.

Entre as camadas, o chorume horizontalmente e verticalmente é drenado através dos canais que levam há 2 enormes piscinas controladas. O líquido é retirado das piscinas, tratado e reutilizado pela cidade como água para limpar as ruas,chamado água de reuso. Há também um sistema de tubos para coleta de metano (liberado pelo lixo) que vai para uma usina de biogás nas proximidades, que converte o metano em eletricidade.

A complexidade deste sistema de aterro é clara. A cidade deve gastar uma quantidade absurda na construção, concepção e implementação destes aterros sanitários.

No entanto, o que é realmente chocante quando passeando no local é como é lindo. Eu tinha a impressão que estávamos em uma reserva, montanhosa tropical que levaria até o aterro. Nosso passeio consistiu de ir ao redor do primeiro morro no aterro “concluído” que em 20 anos poderia se tornar um parque público. Durante a viagem até a montanha de lixo de desenho elegante, eu tinha que perguntar por que a nossa espécie tinha tanta coisa para jogar fora. Há realmente algum outro sistema para nosso lixo? Por que é que somos os únicos animais que precisamos criar montanhas (literalmente) de lixo?

As Metodologias Participavas de Ecoar

Um dos aspectos do Ecoar que mais me interessou quando eu me candidatei a um estágio foram as metodologias participavas. Na minha faculdade, eu aprendi sobre estes metodologias de fazer projetos internacionais para o desenvolvimento, então eu estava muito interessada em ver como eram estes projetos na prática.

Num das minhas aulas na Universidade York, em Toronto, eu aprendi que as abordagens participavas são cada vez mais populares em todo o mundo, especialmente para as ONG´s. A abordagem tem objetivo de contemplar o conhecimento e as opiniões de todos os membros da comunidade para a elaboração de um plano de gestão e para empoderar as populações locais. As metodologias participativas contrastam com uma maneira mais autoritária de fazer estes tipos de projetos, por exemplo, quando uma ONG dá aulas ou oficinas sem levar em conta o que as pessoas realmente querem ou precisam.

O Ecoar vem me dado uma oportunidade maravilhosa para ver metodologias participativas in loco nas zonas periféricos do São Paulo. Duas vezes por semana eu acompanho Marione na visitas as cooperativas de reciclagem para dar aulas sobre meio ambiente, como fazer a gestão do processo de reciclagem, e desenvolver habilidades de trabalho. No entanto, as aulas são dadas num jeito que inclui todo o grupo. Os membros sempre são convidados de refletir, falar, e participar nas atividades de modo que as vozes deles são ouvidas, e eles aprendem novas coisas no mesmo tempo.

Repito o que eu disse no meu ultimo blog, este encontro de aprendizado teórico com experienciais pratica é a melhor parte de fazer um estágio. Eu vou continuar tentar fazer estes tipos de conexões durante todo o meu inverno em São Paulo, trabalhando com o Ecoar.

Trabalhando com Resíduos Sólidos

 

Um tema recorrente neste estágio é a questão dos resíduos. Dentro do escopo do trabalho com duas cooperativas de reciclagem, estamos aprendendo sobre a reciclagem de base comunitária na cidade de São Paulo.  A Eco Urbis,  empresa de São Paulo, recolhe os resíduos, traz carregamentos de produtos recicláveis ​​para os centros de triagem da cooperativa, onde os membros separam, vendem ou descartam os materiais. As cooperativas também têm relações com empresas, escolas, igrejas e outros para coleta dos resíduos recicláveis​​. A cidade tem alguns dos seus próprios centros de reciclagem, mas na maioria das vezes, as cooperativas estão localizadas principalmente na periferia pobre da cidade e são responsáveis ​​por grande parte da reciclagem feita na cidade.

Não é um trabalho fácil. Nas duas cooperativas onde tenho ido, os membros separam os resíduos usando luvas, máscaras, jalecos e botas, mas pude observar que muitas vezes os trabalhadores chegam usando sandálias nos pés, mesmo no inverno, por não ter outro calçado para em suas casas. Os materiais que tratam podem conter substâncias tóxicas, mas geralmente são uma mistura de metais, plásticos, papel, vidro, isopor, ou vidro. No entanto, as cooperativas de reciclagem fornecem empregos que sustentam muitas famílias de baixa renda. No Chico Mendes, os membros da cooperativa estão entusiasmados e desfrutam o curso ambiental dado por Ecoar. Aguardo ansiosamente para vê-los toda vez que nós vamos.

 

Segunda Semana para Estagiara do Canada, Kathryn

Uma Lição Aprendida: o Valor das Parcerias

Um dos grandes aspectos de estar fazendo um estagia é para misturar aprendizado teórico de universidade com a experiência de como as coisas funcionam no mundo real. Ao longo das últimas duas semanas na Ecoar eu aprendi muito sobre o valor das parcerias para fazer projetos.

O Ecoar faz parcerias com várias organizações, com prefeituras, empresas, e outras ONG´S também. Uma parceria que eu acho muito positiva é um projeto que chama-se “Jogando Pelo Meio Ambiente.” É uma parceria com dois times de futebal de São Paulo – o Corinthians e o Palmeiras. Também incluída nesta parceria estão o Banco Cruzeiro do Sul e a empresa de Comunicação, Nova Estratégia.

Um estereótipo popular do Brasil é que as pessoas são malucas por futebol – e eu julgo que este estereótipo é verdade! Eu assisti a um jogo de futebol do Brasil contra um time internacional, e eu notei que alguém soltou fogos de artifício fora de uma janela! Por esta razão eu acho ser uma idéia muito boa a de fazer uma parceria com times de futebol para uma campanha ambiental. Se os jogadores de futebol idolatrados começarem a enviar mensagens de que precisamos fazer mais para proteger o nosso ambiente, há uma boa chance das pessoas ouvirem eles.

A semana passada nós tivemos o prazer de participar de uma reunião onde a Miriam fez um seminário educacional para dois goleiros – Eliton Deola do Palmeiras e Júlio César do Corinthians. Eles foram muito apresentáveis e interessados no projeto. A Miriam falou acerca das várias conseqüências das alterações climáticas, e sobre a relação entre a necessidade para um ambiente melhor e futebol. A prática de esportes a observou depende de um ambiente melhor. Essencialmente, o projeto está usando a paixão, trabalho em equipe e aspectos do futebol para dar uma boa impressão entre as tourcidas.

Sob Jogando Pelo Meio Ambiente, para cada jogo, bem como para cada gol, 100 árvores são plantadas. 100 a mais são plantadas para cada jogo sem sofrer gols, e 200 árvores são plantadas para cada pênalti defendido. Estas árvores são para neutralizar gases de efeito estufa emitidas pelas duas equipes (por exemplo, passagens aéreas para cidades diferentes) e do banco. O ano passado, numa parceria só com os Corinthians, 23,000 árvores foram plantadas. Este ano, a parceria é maior com dois times e o Banco Cruzeiro do Sul, por isso, espera-se que 50,000 árvores devam ser plantadas em setembro.

Estagiária Ana, Primeiro Mês no Ecoar

Neste inverno – ou verão, dependendo do hemisfério – eu tenho o prazer de trabalhar no Instituto Ecoar para a Cidadania. Consegui este estágio pelo programa de estágios de intercambio da universidade de York em Toronto, Canadá, onde participo de um programa de pós-graduação em Estudos Ambientais. Minhas áreas de interesse são justiça climática, energia, políticas do meio ambiente e desenvolvimento internacional. Na York, trabalho como assistente de investigação no Consórcio Climático para as Pesquisas de Ação e Integração (CC-RAI). Eu e Kat Bodkin, outra estudante de York, estamos trabalhando em três projetos muito estimulantes no Ecoar, que tiveram início em maio e irão até agosto de 2011:

1. Jogando pelo meio ambiente

2. Capacitação de catadores das Cooperativas Chico Mendes e Cooperpac.

3. Educação a Distância O primeiro projeto envolve dois times de futebol profissionais de São Paulo: Corinthians e Palmeiras. Os times estão envolvidos em uma iniciativa para tornar suas equipes mais sustentáveis e reduzir sua pegada de carbono.

Chico Mendes e Cooperpac são cooperativas de reciclagem que reunem catadores de resíduos independentes, sob o mesmo teto. Cada membro funciona em uma variedade de funções, e no final do mês, a cooperativa divide os lucros com todos os trabalhadores.

E finalmente, o projeto de educação ambiental à distância se concentra em questões de sustentabilidade. As aulas são ministradas no Internet para classes formadas por professores, com turmas que podem chegar até duas centenas de alunos por sala de aula.

Primeiro blog de Ecoar estagiária, Kathryn

Oi, todo mundo! Bem-vindo ao meu blog para Instituto Ecoar Para a Cidadania!

Meu nome é Kathryn Bodkin, e eu sou uma estudante da universidade York, de Toronto, Canadá. Eu estou fazendo um  estágio no  Instituto Ecoar Para a Cidadania.

Eu estou quase acabando minha faculdade, em estudos internacionais. Eu estou interessada em formulação de políticas, advocacia, nas metodologias participativas em projetos comunitários, e tambem nos impactos dos mudancas climaticas nas populações humanas. Todos esses coisas fazem com que o Ecoar seja um local perfeito para meu intercâmbio academico  e para minha  experiência prática internacional.

Eu estou muito ansiosa para ficar com Ecoar por 3 meses. Nos primeiros dias nós fomos para um seminário no Centro Cultural do Banco do Brasil, onde a presidenta de Ecoar, Miriam Duailibi, falou sobre a Agenda 21; um plano de ação global das Nações Unidas, Governos, e grandes grupos, de todas as areas onde a ação humana impacta a ambiente. Especificamente, Miriam falou sobre como os objectivos ambientais internacionais tem que acontecer em nives locais, com envolvimento participativo do todos os membros da comunidade.

Em nosso segundo dia do trabalho, fomos a  uma cooperativa na Zona Leste, onde pessoas trabalham juntos para recolher resíduos reciclados e os vendem para empresas recicladoras. O Ecoar promove oficinas de educação ambiental todas às terças-feiras.  O projeto é financiado pela Prefeitura de São Paulo. Senti-me inspirada pelo grupo porque eles trabalham juntos para proteger o ambiente, e também compartilham o salário igualmente.

Eu fui apresentada a cultura brasileira nesta semana. Fomos a uma discoteca que tinha samba. Lá eu apreendi como dançar esta tipa de música. Fomos também à comemoração do Dia Internacional do Meio Ambiente na Zona Leste, aonde nós vimos manifestações de capoeira e samba. A cultura brasileira é calorosa e animada, e estou muito animada para apprender mais durante o meu tempo aqui.

A principal dificuldade que estou tendo é a de me  comunicar em portugues. É dificil quando eu tenho uma coisa para dizer, mas eu nao posso encontrar as palavras, ou quando eu nao posso acompanhar uma conversa e socializar como eu normalmente faço. No entanto, eu sei que esta é uma parte da aprendigazem de uma lingua, e eu aprecio muito a paciencia de meus colegas.

Até a próxima!

Vem aí a Virada Sustentável

Dias 4 e 5 de junho acontece a 1.ª Virada Sustentável em São Paulo

Missão

A Virada Sustentável tem como missão difundir e ampliar a informação sobre sustentabilidade na sociedade, utilizando a arte e as atividades lúdicas como principais ferramentas de comunicação, inspirando as pessoas a enxergarem na sustentabilidade um valor coletivo.

Visão

Acreditamos que a sustentabilidade pode ser alegre e inspiradora. E que essa abordagem representa um apelo importante para que pessoas, organizações e instituições atuem na construção de uma sociedade mais justa e equilibrada em várias esferas.

Valores

A Virada Sustentável é um evento cultural que reúne atrações (música, teatro, dança, instalações, exposições) que têm a sustentabilidade e seus diferentes temas (mudanças climáticas, biodiversidade, água, reciclagem, diversidade, direitos humanos, mobilidade urbana etc) como conteúdo principal. Leia mais, aqui.

Consulte a programação completa.

 

Fonte: Virada Sustentável