Voce conhece a sua pegada de carbono?

Uma das parcerias que Ecoar desenvolve no momento tem como foco o processo de criação de um instrumento on-line para medir pegadas de carbono individual ou, em última análise, o seu impacto sobre o meio ambiente. Participei em algumas reuniões com pessoas que estão nos mostrando esse instrumento, que será usado para ajudar a medir as pegadas de carbono para o projeto, ´Jogando Pelo Meio Ambiente,´ incluindo jogadores de futebol e as outras organizações afiliadas. Estes encontros têm me ajudado a perceber, de várias maneiras, que nem sempre faço tudo de forma correta, e que eu posso mudar para reduzir o meu impacto no meio ambiente.

Como estudante em estudos internacionais, eu gosto de pensar em mim como alguém que pensa localmente, mas age globalmente. Alguém que reduz tanto quanto possível o seu impacto sobre a qualidade do meio ambiente para preservá-lo para as gerações futuras. No entanto, ao longo desses encontros, eu percebi que ainda tenho muitos hábitos que podem ser modificados para reduzir significativamente os efeitos da mudança climática.

Aqui está uma pequena lista de dicas eu adotei durante minha estadia em São Paulo para reduzir o meu impacto pessoal sobre o ambiente:

* Minimizar o uso de aquecedores: usar roupas extra para manter quente

* Você realmente precisa de tanta frescura em sua casa durante todo o verão? Use ventiladores em vez de ar condicionado, quando não estiver muito quente.

* Ao usar um secador de cabelo, espere 15-20 minutos para deixar o cabelo secar naturalmente um pouco primeiro, isso vai economizar uma quantidade significativa de energia.

* Pendure as roupas fora em vez de usar a secadora, elas vão adquirir um cheiro mais fresco também!

* Desligue os aparelhos quando não estiver usando-os, incluindo fogão, microondas, carregador de telefone, etc …

Todos nós pensamos que somos tão pequenos no mundo e que a nossa contribuição pessoal para o aquecimento global é insignificante. Mas imagine se todos tomassem todos os meios necessários para reduzir seu consumo de energia e as emissões de gases de efeito estufa. O impacto seria enorme. O Ecoar terá, em breve, no seu website, uma calculadora disponível, onde você poderá medir sua pegada de carbono, e que também lhe dará dicas sobre como reduzir o seu impacto no aquecimento global.

Pensar globalmente, agir localmente!

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O aterro mais lindo que eu já vi

Depois de um dia na cooperativa de reciclagem Chico Mendes, em São Mateus, fomos para o Aterro Sanitário São João. Eu estava simplesmente encantada. Na minha vida inteira tenho jogado fora os resíduos, sem saber como as cidades dispõem de nossos milhões de toneladas de lixo.

Aterrosem São Paulosão complexamente projetados. Fizemos um passeio no aterro São João, e também ouvimos uma palestra dada por um Técnico Ambiental da Eco Urbis esta semana na Chico Mendes. Cada novo aterro tem um sistema de camadas que são projetados de modo que a camada inferior fica protegida por um tipo de plástico grosso que cobre a terra, o Polietileno de Alta Densidade (PEAD), que impermeabiliza o solo, fazendo com que o chorume que escorre de cada camada de lixo, não contamine o lençol freático. O Lixo é adicionado em cima do PEAD e é comprimido por tratores. Em cima do lixo é colocado cascalho e terra. Em seguida a grama é plantada como uma cobertura para cada camada de aterro. Além da estética, a camada superior de grama ajuda a prevenir deslizamentos de terra.

Entre as camadas, o chorume horizontalmente e verticalmente é drenado através dos canais que levam há 2 enormes piscinas controladas. O líquido é retirado das piscinas, tratado e reutilizado pela cidade como água para limpar as ruas,chamado água de reuso. Há também um sistema de tubos para coleta de metano (liberado pelo lixo) que vai para uma usina de biogás nas proximidades, que converte o metano em eletricidade.

A complexidade deste sistema de aterro é clara. A cidade deve gastar uma quantidade absurda na construção, concepção e implementação destes aterros sanitários.

No entanto, o que é realmente chocante quando passeando no local é como é lindo. Eu tinha a impressão que estávamos em uma reserva, montanhosa tropical que levaria até o aterro. Nosso passeio consistiu de ir ao redor do primeiro morro no aterro “concluído” que em 20 anos poderia se tornar um parque público. Durante a viagem até a montanha de lixo de desenho elegante, eu tinha que perguntar por que a nossa espécie tinha tanta coisa para jogar fora. Há realmente algum outro sistema para nosso lixo? Por que é que somos os únicos animais que precisamos criar montanhas (literalmente) de lixo?

As Metodologias Participavas de Ecoar

Um dos aspectos do Ecoar que mais me interessou quando eu me candidatei a um estágio foram as metodologias participavas. Na minha faculdade, eu aprendi sobre estes metodologias de fazer projetos internacionais para o desenvolvimento, então eu estava muito interessada em ver como eram estes projetos na prática.

Num das minhas aulas na Universidade York, em Toronto, eu aprendi que as abordagens participavas são cada vez mais populares em todo o mundo, especialmente para as ONG´s. A abordagem tem objetivo de contemplar o conhecimento e as opiniões de todos os membros da comunidade para a elaboração de um plano de gestão e para empoderar as populações locais. As metodologias participativas contrastam com uma maneira mais autoritária de fazer estes tipos de projetos, por exemplo, quando uma ONG dá aulas ou oficinas sem levar em conta o que as pessoas realmente querem ou precisam.

O Ecoar vem me dado uma oportunidade maravilhosa para ver metodologias participativas in loco nas zonas periféricos do São Paulo. Duas vezes por semana eu acompanho Marione na visitas as cooperativas de reciclagem para dar aulas sobre meio ambiente, como fazer a gestão do processo de reciclagem, e desenvolver habilidades de trabalho. No entanto, as aulas são dadas num jeito que inclui todo o grupo. Os membros sempre são convidados de refletir, falar, e participar nas atividades de modo que as vozes deles são ouvidas, e eles aprendem novas coisas no mesmo tempo.

Repito o que eu disse no meu ultimo blog, este encontro de aprendizado teórico com experienciais pratica é a melhor parte de fazer um estágio. Eu vou continuar tentar fazer estes tipos de conexões durante todo o meu inverno em São Paulo, trabalhando com o Ecoar.

Trabalhando com Resíduos Sólidos

 

Um tema recorrente neste estágio é a questão dos resíduos. Dentro do escopo do trabalho com duas cooperativas de reciclagem, estamos aprendendo sobre a reciclagem de base comunitária na cidade de São Paulo.  A Eco Urbis,  empresa de São Paulo, recolhe os resíduos, traz carregamentos de produtos recicláveis ​​para os centros de triagem da cooperativa, onde os membros separam, vendem ou descartam os materiais. As cooperativas também têm relações com empresas, escolas, igrejas e outros para coleta dos resíduos recicláveis​​. A cidade tem alguns dos seus próprios centros de reciclagem, mas na maioria das vezes, as cooperativas estão localizadas principalmente na periferia pobre da cidade e são responsáveis ​​por grande parte da reciclagem feita na cidade.

Não é um trabalho fácil. Nas duas cooperativas onde tenho ido, os membros separam os resíduos usando luvas, máscaras, jalecos e botas, mas pude observar que muitas vezes os trabalhadores chegam usando sandálias nos pés, mesmo no inverno, por não ter outro calçado para em suas casas. Os materiais que tratam podem conter substâncias tóxicas, mas geralmente são uma mistura de metais, plásticos, papel, vidro, isopor, ou vidro. No entanto, as cooperativas de reciclagem fornecem empregos que sustentam muitas famílias de baixa renda. No Chico Mendes, os membros da cooperativa estão entusiasmados e desfrutam o curso ambiental dado por Ecoar. Aguardo ansiosamente para vê-los toda vez que nós vamos.

 

Segunda Semana para Estagiara do Canada, Kathryn

Uma Lição Aprendida: o Valor das Parcerias

Um dos grandes aspectos de estar fazendo um estagia é para misturar aprendizado teórico de universidade com a experiência de como as coisas funcionam no mundo real. Ao longo das últimas duas semanas na Ecoar eu aprendi muito sobre o valor das parcerias para fazer projetos.

O Ecoar faz parcerias com várias organizações, com prefeituras, empresas, e outras ONG´S também. Uma parceria que eu acho muito positiva é um projeto que chama-se “Jogando Pelo Meio Ambiente.” É uma parceria com dois times de futebal de São Paulo – o Corinthians e o Palmeiras. Também incluída nesta parceria estão o Banco Cruzeiro do Sul e a empresa de Comunicação, Nova Estratégia.

Um estereótipo popular do Brasil é que as pessoas são malucas por futebol – e eu julgo que este estereótipo é verdade! Eu assisti a um jogo de futebol do Brasil contra um time internacional, e eu notei que alguém soltou fogos de artifício fora de uma janela! Por esta razão eu acho ser uma idéia muito boa a de fazer uma parceria com times de futebol para uma campanha ambiental. Se os jogadores de futebol idolatrados começarem a enviar mensagens de que precisamos fazer mais para proteger o nosso ambiente, há uma boa chance das pessoas ouvirem eles.

A semana passada nós tivemos o prazer de participar de uma reunião onde a Miriam fez um seminário educacional para dois goleiros – Eliton Deola do Palmeiras e Júlio César do Corinthians. Eles foram muito apresentáveis e interessados no projeto. A Miriam falou acerca das várias conseqüências das alterações climáticas, e sobre a relação entre a necessidade para um ambiente melhor e futebol. A prática de esportes a observou depende de um ambiente melhor. Essencialmente, o projeto está usando a paixão, trabalho em equipe e aspectos do futebol para dar uma boa impressão entre as tourcidas.

Sob Jogando Pelo Meio Ambiente, para cada jogo, bem como para cada gol, 100 árvores são plantadas. 100 a mais são plantadas para cada jogo sem sofrer gols, e 200 árvores são plantadas para cada pênalti defendido. Estas árvores são para neutralizar gases de efeito estufa emitidas pelas duas equipes (por exemplo, passagens aéreas para cidades diferentes) e do banco. O ano passado, numa parceria só com os Corinthians, 23,000 árvores foram plantadas. Este ano, a parceria é maior com dois times e o Banco Cruzeiro do Sul, por isso, espera-se que 50,000 árvores devam ser plantadas em setembro.